O autômato fazia a ronda através da plantação de seu avô. Já fazia um tempo que morava com os avôs após a revolução que matou seus pais. As vezes quando acordava de manhã, não entendia direito aonde estava e porque não estava em casa. Desejava poder voltar a antiga escola. A única coisa que acontecia todo dia ali no campo, era o passeio do soldado de metal. As engrenagens brilhavam novas e brancas, como para esfregar no rosto de todos que apenas os ciborgues com suas inteligências artificiais podiam ser puros. Aos doze anos, sabia que era mais velha que muitas crianças. Desceu do carro, uma ruína de tempos mais prósperos e se dirigiu caminhando de volta para a fazenda. Apenas árvores e alguns animais estavam a sua volta. Galinhas, um gato magricelo e uma vaca consistiam da fauna local. Sua avó estava sentada numa velha cadeira de balanço tricotando algo. Havia dois meses que estava ali. Antes vivia na metrópole, seus pais eram ativistas que alegavam que os humanos estavam de...